segunda-feira, 15 de novembro de 2010

BELO POEMA

Via Fernando Freire - Esse poema rolou numa noite de sábado quando eu e Jorge Amâncio távamos no Café da Rua Oito e quem tava se apresentando era o Haroldinho Matos

PARA IVONE PARTINDO

Placebo toca every you e very me
enquanto cruzo ruas desertas
e a madrugada consome
o que resta de paixão nas letras de teu nome.
Vontade de gritar a plenos pulmões
que meu cansado coração sente tanta fome
do toque de tua mão, de teus olhos dizendo sim,
de tua boca dizendo não.
Casas adormecidas, postes insensíveis e a cidade
por testemunha de todo o abandono desta hora
em que os deuses do sono não são mais nobres que
um cão sem dono a roer o osso da própria desgraça.
E o tempo passa, e a madrugada avança, feito traça
nas fibras da esperança.E Brian Molkocontinua a cantar
every you every me para a razão fora de si.
Fernando Freire
Gama, 21.02.2010

2 comentários:

  1. Maneiro poema Célia! Estes feitos assim em noites como estas são os melhores

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  2. fernando Freire o poeta... bj carinho.

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